|
|
|
1973 |
|
Água viva |
|
Neste longo texto ficcional em forma de monólogo, Clarice Lispector se confunde
com a personagem, uma solitária pintora que se lança em infinitas reflexões sobre o tempo, a vida e a morte, os sonhos e visões, as flores, os estados da alma, a
coragem e o medo e, principalmente, a arte da criação, do saber usar as palavras
num jogo de sons e silêncios que se combinam. Tudo é revelado através do olhar dessa
pintora-narradora, que cai em
estado de graça em plena madrugada. |
|
“Mas eu denuncio. Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer
– e respondo a toda essa infâmia com – exatamente isto que vai agora ficar escrito
- e respondo a toda essa infâmia com a alegria. Puríssima e levíssima alegria. A
minha única salvação é a alegria.” |
|
|
|